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	<title>Viraminas</title>
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	<description>Cultura - Faça (P)Arte</description>
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		<title>É&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 22:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo está abarrotado de pessoas inúteis. Quando busco um relacionamento seja ele de que especie for, busco aprendizado e ensinamento. Constante. Não quero mesquinharias e companhias pequenas. Pequenas não no tamanho, mas na racionalidade, na emoção, na capacidade de se doar. Quero aquilo que me intriga e não de respostas prontas. Não quero a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo está abarrotado de pessoas inúteis.</p>
<p>Quando busco um relacionamento seja ele de que especie for, busco aprendizado e ensinamento.</p>
<p>Constante.</p>
<p>Não quero mesquinharias e companhias pequenas. Pequenas não no tamanho, mas na racionalidade, na emoção, na capacidade de se doar.</p>
<p>Quero aquilo que me intriga e não de respostas prontas.</p>
<p>Não quero a rapidez do premeditado.</p>
<p>Quero a demora da criação.</p>
<p>Quero a verdade que instiga.</p>
<p>Tempo para contemplar a figura na parede.</p>
<p>Não quero quadros prontos.</p>
<p>Quero rabiscar o papel.</p>
<p>Rebuscar o inacabado, na incansável tentativa de melhorar o retrato na estante.</p>
<p>A vida é um quadro inacabado, e pode-se sempre colocar mais cor, mudar os traços, ajeitar a moldura.</p>
<p>A vida é feita de riscos.</p>
<p>Literais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>:)(:</title>
		<link>http://viraminas.org.br/verdadesabsolutas/2012/02/22/29/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 21:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pendurado no tempo que rege todas as coisas Que tece todas as teias Que manda nos espaços vagos do dia Que rege a dança da vida Eu quero urgência Preciso de tudo agora Não posso esperar até a proxima O tempo não para pra mim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pendurado no tempo que rege todas as coisas</p>
<p>Que tece todas as teias</p>
<p>Que manda nos espaços vagos do dia</p>
<p>Que rege a dança da vida</p>
<p>Eu quero urgência</p>
<p>Preciso de tudo agora</p>
<p>Não posso esperar até a proxima</p>
<p>O tempo não para pra mim</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 15:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu seguro o tempo entre as mãos como se segura um passarinho que quer voar e livrar-se daquilo que o prende Eu prendo o tempo para não morrer solitário Para ter ao menos um vazio para preencher]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu seguro o tempo entre as mãos como se segura um passarinho que quer voar e livrar-se daquilo que o prende</p>
<p>Eu prendo o tempo para não morrer solitário</p>
<p>Para ter ao menos um vazio para preencher</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Traição.br</title>
		<link>http://viraminas.org.br/verdadesabsolutas/2012/02/12/traicao-br/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 17:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Terça &#8211; Feira, O relógio no criado mudo marcava 01h35min. À noite esta fria. Sinto um leve tremor por dentro,mas nada tem a ver com o inverno que se aproxima. Ele esta ali.Deitado na cama de bruços e ronca.O Julio só roncava quando bebia.Percebi que havia passado do ponto quando senti a um metro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terça &#8211; Feira,</p>
<p>O relógio no criado mudo marcava 01h35min.<br />
À noite esta fria. Sinto um leve tremor por dentro,mas nada tem a ver com o inverno que se aproxima.<br />
Ele esta ali.Deitado na cama de bruços e ronca.O Julio só roncava quando bebia.Percebi que havia passado do ponto quando senti a um metro de distancia o forte hálito de álcool.Ele tentara um truque velho pra disfarçar:bala de menta.<br />
Mas uma mulher na minha idade sabe de cor e salteado,esses truques.<br />
Juro que não entendi o por que de ele querer disfarçar algo tão evidente.Nunca me importei que ele bebesse.<br />
Um homem tem de saber e respeitar seus limites.Uma única vez na vida passei do ponto,e foi na minha adolescência.Tomei um porre e esbravejei contra o mundo por duas horas,ate desabar e acordar no outro dia as cinco da tarde.Um vexame.Todos comentaram meu feito <em>&#8220;alcoolistico&#8221;</em> por semanas.Mas na semana seguinte uma outra menina fez o mesmo e todos me esqueceram.<br />
Nunca fui a garota mais popular.Nunca quis ser.Nem fiz por onde.<br />
Sempre fui apagadinha.A nerd (antigamente este termo não era usado).Me orgulhava disso.Afinal de contas tinha de fazer jus ao dinheiro que meus pais investiam em mim.A única forma de se investir nos filhos é na educação deles.E meus pais fizeram isso.E deu certo.Me formei em advocacia.E no tempo em que exerci a profissão fui bem sucedida.Só deixei de advogar quando me casei e dois meses depois descobri minha gravidez.E lá se vão oito anos longe dos tribunais.Decidi dedicar meu tempo,integral,a família.<br />
Isso é historia pra um outro post.</p>
<p>Pego a maleta do Julio e abro.Pego seu laptop,e tento ligar.A luz pisca e apaga por duas vezes.Na certa esta sem bateria.Ele o usa o dia todo.Remexo a maleta e não encontro o carregador.Me levanto vou até o quarto do Pedro,e abro a segunda gaveta de seu guarda roupas.Ele guarda ali o carregador de seu laptop.Tomo ele nas mãos.<br />
Ajeito o cobertor sobre ele e o beijo no rosto.<br />
Fecho a porta.</p>
<p>Conecto os fios e ligo o carregador na tomada.A luz se acende e ele Liga. Na tela inicial uma foto de nos três juntos, na casa de praia dos meus pais em Búzios. O retrato da família perfeita. Só em fotografias mesmo.<br />
Abro o Web <em>browser.Acesso no navegar o site de uma conta de e-mail.Seu endereço esta salvo.Só tenho de descobrir sua senha.O que neste momento me parece impossível.Quando pensamos em uma senha seja pro que for,pensamos em algo obvio.Que possamos lembrar com facilidade.Minhas duas contas de banco tem a mesma senha:minha data de nascimento.É o Maximo que conseguiria me lembrar com facilidade.</em><br />
<em>Tentei sua data de nascimento,o numero de seus dois celulares,a senha do banco que compartilhamos,e nada.Sempre acesso negado.</em></p>
<p><em>As desconfianças sobre uma possível traição do Julio,começou por seus constantes atrasos em dias específicos da semana.</em><br />
<em>Uma falta de interesse sexual repentino e sem propósito,afinal sempre nós demos muito bem na cama,e um maldito perfume que impregnou na roupa e na pele dele,nos dias em que chegava tarde em casa,alegando trabalho extra ou reuniões extraordinárias.</em><br />
<em>Se não fosse aquele maldito perfume almiscarado,talvez nunca tivesse desconfiado de nada.Julio sempre teve um poder de convencimento incrível.Se quisesse me fazer acreditar em sua fidelidade,mesmo tendo um caso com outra mulher,não duvidem,eu acreditaria.Mesmo tendo tudo me levando a certeza de um caso dele.</em></p>
<p><em>Ele começou a se mexer muito na cama,fiquei temerosa.Se acordasse e me flagrasse mexendo no seu laptop,explodiria.</em><br />
<em>Me voltei para tela a minha frente e jurei tentar uma ultima vez.</em><br />
<em>Decidi colocar a data de nascimento do nosso filho.</em><br />
<em>Lembro de uma vez ele ter comentado que aquela data era a que mais o havia marcado.Por diversos motivos.</em><br />
<em>Naquele mesmo dia ele fora contratado pela empresa em que atua ate hoje;era a data de morte de seu avô,Belizário,um homem que ele admirava muito,até mais  que seu próprio pai.E agora,aquela data também era o nascimento de seu primeiro filho.</em></p>
<p><em>Digitei o dia,mês e ano do nascimento do Pedro:12/04/2003 e estava feito.Senha aceita e uma caixa de e-mails a minha frente.Quase gritei pele feito.</em><br />
<em>Estava diante De uma mina de ouro. Era ali que encontraria algum rastro, se houvesse, para dar razão as minhas desconfianças. Fucei tudo, caixa de entrada, saída, lixo eletrônico, spam e nada. Já era 02h36min da manha e nenhum progresso em minhas investigações.</em></p>
<p><em>Em uma conversa há meses atrás, num final de semana que passamos na casa de um casal de amigos, em Florianópolis, estávamos discutindo a respeito de todas as modernidades da vida atual e dos benefícios e contras. Sempre fui alheia a meio &#8220;burra&#8221; pra Internet, meios rápidos de comunicação e afins. Em um momento da conversa, o Julio disse que eu mal sabia entrar em uma conta de e-mail, que ele tentava há meses me ensinar a criar uma e todas as tentativas foram frustradas.</em><br />
<em><br />
</em><br />
<em>Depois de revirar camisas, calças e fuçar até na sua carteira, sem encontrar nada, nenhuma pista, bilhete ou cartão de motel, nem um telefone diferente em sua lista de contatos do celular. Eu me lembrei desta conversa e me atinei.O computador seria o único lugar onde eu jamais desconfiaria para encontrar provas contra o Julio.Ele fora esperto.Mas eu fui ainda mais.</em><br />
<em><br />
</em><br />
<em>Já estava dando minha busca por encerrada,me achando uma tola,quando me atentei para uma pasta no fim da coluna,que era nomeada por duas iniciais:A O.</em></p>
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		<title>Te amo&#8230;</title>
		<link>http://viraminas.org.br/verdadesabsolutas/2012/02/12/te-amo/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 16:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Amo tudo que vem de você Teu cheiro Teu jeito Teus gestos Teus defeitos Tuas falhas Teus risos inocentes E os maliciosos Teu olhar de ciúme E o de desejo Tua boca que fala baixinho Teus medos,teus receios,fantasias,amor Tua calma,inquietante Tua pressa desmedida O carinho e o beijo A voracidade do desejo,segredo Te amo por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><ins>Amo tudo que vem de você</p>
<p>Teu cheiro</p>
<p>Teu jeito</p>
<p>Teus gestos</p>
<p>Teus defeitos</p>
<p>Tuas falhas</p>
<p>Teus risos inocentes</p>
<p>E os maliciosos</p>
<p>Teu olhar de ciúme</p>
<p>E o de desejo</p>
<p>Tua boca que fala baixinho</p>
<p>Teus medos,teus receios,fantasias,amor</p>
<p>Tua calma,inquietante</p>
<p>Tua pressa desmedida</p>
<p>O carinho e o beijo</p>
<p>A voracidade do desejo,segredo</p>
<p>Te amo por que és intenso,ameno</p>
<p>Forjado,pintado,montado,real</p>
<p>Te amo por que amo</p>
<p>E não sei amar ninguém mais.</p>
<p>Fernando Araújo</p>
<p></ins></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Confesso que sou&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 15:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso Não faço amor Sexo Nem guerra sozinho Confesso que sinto raiva Tenho inveja Sou mal as vezes Incoviniente também Pertubo Cutuco Questiono Fazer o que? Não sei de todas as coisas do mundo! Nem quero saber Se souber enlouqueço Sou tinhoso Inquisidor Mentiroso Verdadeiro Sarcastico Falo piadas indecentes Faço preces malidicentes Sou malicioso Rebelde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><ins>Confesso<br />
Não faço amor<br />
Sexo<br />
Nem guerra sozinho<br />
Confesso que sinto raiva<br />
Tenho inveja<br />
Sou mal as vezes<br />
Incoviniente também<br />
Pertubo<br />
Cutuco<br />
Questiono<br />
Fazer o que?<br />
Não sei de todas as coisas do mundo!<br />
Nem quero saber<br />
Se souber enlouqueço<br />
Sou tinhoso<br />
Inquisidor<br />
Mentiroso<br />
Verdadeiro<br />
Sarcastico<br />
Falo piadas indecentes<br />
Faço preces malidicentes<br />
Sou malicioso<br />
Rebelde<br />
Volúvel<br />
Fantasioso<br />
Realista<br />
Cruel<br />
Arranho<br />
Assopro<br />
Mato<br />
Morro<br />
Vivo<br />
Induzo<br />
Introduzo<br />
Gozo<br />
Canto<br />
Falo<br />
Choro<br />
Sou fraco<br />
Forte<br />
Firme<br />
Mole<br />
Denso<br />
Alto<br />
Baixo<br />
Gordo<br />
Magro<br />
Sou tudo<br />
E um pouco mais<br />
Sou eu<br />
Eu sou<br />
O que quiser<br />
Loiro<br />
Negro<br />
Macho<br />
Fêmea<br />
Passional<br />
Racional<br />
Sou tudo<br />
Tudo sou<br />
Bonito<br />
Feio<br />
Brocha<br />
Rigido<br />
Viril<br />
Sou tudo<br />
Tudo Sou</p>
<p></ins></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Congresso Fora do Eixo dá um F5 nos coletivos e mobiliza a galera</title>
		<link>http://viraminas.org.br/uaipod/2011/12/19/fora-do-eixo-da-um-f5-e-mobiliza-a-galera/</link>
		<comments>http://viraminas.org.br/uaipod/2011/12/19/fora-do-eixo-da-um-f5-e-mobiliza-a-galera/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 22:58:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Fora do Eixo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[política pública]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode parecer estranho discutir com profundidade política pública, mobilização comunitária, arte digital e outros assuntos cabeludos abusando de um vocabulário repleto de gírias pós-adolescência. Mas na quarta edição Congresso Fora do Eixo, que aconteceu semana passada, ouvir um único sujeito dissertar sobre a garantia das liberdades individuais no marco civil da internet usando expressões como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Pode parecer estranho discutir com profundidade política pública, mobilização comunitária, arte digital e outros assuntos <em>cabeludos</em> abusando de um vocabulário repleto de gírias pós-adolescência. Mas na quarta edição Congresso Fora do Eixo, que aconteceu semana passada, ouvir um único sujeito dissertar sobre a garantia das liberdades individuais no marco civil da internet usando expressões como <em>tipo assim</em>, <em>as parada</em> e <em>sacou?</em> (pra ficar nas que eu conheço) é a coisa mais comum do mundo.</p>
<p>Estivemos por lá como observadores por um dia e meio. Pouco tempo num evento que começou num sábado e terminou apenas no outro domingo. Mas o suficiente para respirar um pouco da atmosfera que cerca o movimento cultural que nos últimos anos tem gerado interesse de muita gente influente de dentro e fora do eixo.</p>
<p>Antes de entrar nos detalhes do que acontecera por lá, cabe uma breve explicação do que é e como funciona o tal <a href="http://foradoeixo.org.br">Circuito Fora do Eixo</a>. O movimento teve início a partir do encontro de produtores de festivais de música independente de Uberlândia, Cuiabá e Rio Branco, que começaram a estruturar uma espécie arranjo solidário em que, para tocar numa cidade, as bandas trocariam gentilezas como hospedar e ser hospedado nas casas uns dos outros, reduzindo custos e ampliando as possibilidades de intercâmbio.</p>
<p>A coisa ganhou dimensões enormes se levada em conta a ideia original. Foram criados bancos solidários, onde se emitiam moedas de troca para mediar o escambo entre casas de shows, prestadores de serviços, estúdios de gravação e artistas. Hoje, os coletivos (associações formais ou informais que reúnem bandas e produtores) formadores da rede se distribuem por todos os estados brasileiros e alguns países latino-americanos.</p>
<p>Por mais descentralizado que se proponha e ao contrário do que pode sugerir a expressão que dá nome à iniciativa, o movimento tem sede em São Paulo, na Casa Fora do Eixo, que abriga algumas das principais cabeças da rede e onde os coletivos se mobilizam, debatem política e, de vez em quando, até tocam música. E a capital paulista foi justamente a sede deste quarto congresso, com a maioria das discussões centralizadas no campus da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Segundo se comentava no local dos debates, o congresso trabalhava com o conceito de <em>não-grade</em>. Do ponto de vista prático, isso é o que pode se chamar de <em>não-prático</em>. É que os grupos de debate ou mini-conferências se espalhavam pelo amplo subsolo do Paço das Artes, onde rodas de conversa não eram identificadas. Você chegava por ali e ouvia cada uma até descobrir de qual queria participar. É uma forma de organização que aposta na espontaneidade dos presentes, mas que pouco preza pela facilidade de quem está um pouco perdido, como era meu caso.</p>
<p>Circulando por ali, acompanhavam ou conduziam as rodas de conversa pessoas tarimbadas, conhecidas no meio cultural e formadoras de opinião, que se destacavam da maioria <em>hippie</em>/<em>nerd</em> pelo vestuário mais almofadinha ou pelos cabelos brancos, coisa rara no local. Eram pessoas como Célio Turino, Cláudio Prado, Sérgio Amadeu e Ivana Bentes, que participaram de projetos importantes, sobretudo envolvendo a rede de Pontos de Cultura, menina dos olhos da gestão Gil/Juca no Ministério da Cultura e de rumos ainda desconhecidos depois da posse de Dilma Rousseff na presidência.</p>
<p>A primeira roda de conversa que acompanhei era conduzida pelo produtor cultural <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/claudio-prado/">Cláudio Prado</a>, que puxava dos presentes informações sobre ocupação de espaços públicos pelos artistas. &#8220;É errado dizer que é preciso tirar as crianças da rua&#8221;, filosofava. A propósito do que se discutia, comentei sobre o abandono dos espaços ferroviários, no que Cláudio insistiu sobre a importância de se ocupar prédios abandonados para fins culturais, mesmo que para isso não se obedeça à lei. O exemplo dado foi o da <a href="http://www.grupopontodepartida.com.br/bituca/">Universidade de Música Popular Bituca</a>, de Barbacena, que nasceu a partir da ocupação de uma fábrica abandonada.</p>
<p>A conversa se prolongou com a discussão sobre a recente mercantilização do carnaval de rua do Rio de Janeiro, a ineficiência de conselhos municipais de cultura em cidades do interior e as prefeituras que promovem como política cultural apenas a realização de grandes shows gratuitos à comunidade.</p>
<p>Em seguida, seguimos para uma oficina prática de WordPress, software livre de gestão de blogs, ministrada pelo programador Leo Germani, da empresa <a href="http://hacklab.com.br/">HackLab</a>. Germani é um cara interessante, desenvolvedor de plugins para WordPress, que trouxe poucas mas muito significativas novidades ao que já sei sobre o programa usado para gestão desta rede de blogs.</p>
<p>Posso dizer que chega a ser engraçado ver o Fora do Eixo envolver software livre nas discussões. A reflexão crítica recente indica que o modelo de produção colaborativa do software livre pode ser aplicável no mercado da cultura como alternativa ao tão combatido modelo industrial. Foi essa consciência que levou a Cultura Digital a conquistar amplo espaço nas políticas culturais do governo Lula e, provavelmente, que levou o Circuito a se aproximar desse debate.</p>
<p>Porém, na prática, o apoio ao software livre parece estar só no gogó. A coisa mais comum por ali era ver a turma abrindo notebooks (e eram muitos, mas muitos mesmo) da <em>Apple</em>, a empresa norte-americana símbolo da indústria cultural do software, fetiche de usuários moderninhos e nem um pouco adepta de ideias libertárias.</p>
<p>Contradições à parte (todos os movimentos sociais tem as suas), o Congresso sediou um interessante seminário sobre música brasileira. No pouco que observei, posso destacar o músico e pesquisador <a href="http://www.myspace.com/djtudo">DJ Tudo</a> comentando sobre o fato de, segundo ele, 97% da música brasileira estarem fora de todos os circuitos, sejam comerciais ou independentes, e estarem espalhados pelas vozes e instrumentos de repentistas, congadeiros, benzedeiras, folieiros e tantos outros representantes da cultura popular.</p>
<p>À noite um interessante debate sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte reuniu o diretor do documentário <em><a href="http://catarse.me/pt/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra">Belo Monte &#8211; O Anúncio de uma Guerra</a></em>,  André Vilela D&#8217;Elia, e o blogueiro Leonardo Sakamoto, dentre outros que sinceramente não consegui identificar. O que mais pude tirar de proveitoso da discussão foi a percepção de que o argumento central contra a construção da megausina não é o do alagamento da floresta ou do deslocamento de comunidades indígenas.</p>
<p>O ponto central em debate é o impacto socioeconômico de uma obra que se sustenta num modelo de desenvolvimento dos anos 1970, o mesmo que durante a ditadura militar rendeu ao Brasil os faraônicos Itaipu e Transamazônica. Superficialmente falando, os debatedores sustentaram (e o argumento faz todo sentido) que o aumento da violência, da precariedade das condições de moradia e de cidadania das cidades próximas à obra não compensam os benefícios produzidos pela construção.</p>
<p>O Circuito Fora do Eixo é, hoje, a mais interessante iniciativa de mobilização na área da cultura. A visibilidade do movimento é, hoje, muito grande, o que traz também <a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=18562:lulismo-fora-do-eixo&amp;catid=69:batalha-de-ideias&amp;Itemid=83">muitas críticas sobre o processo</a>. Dentre elas, a adesão a grandes empresas, como a Vale, patrocinadora do Congresso, para o financiamento de projetos dos coletivos. Também se critica por aí uma espécie de autoidolatria do grupo, que por vezes se dá o título de rede das redes e prega a todos um espírito revolucionário do qual muitos desconfiam. A verdade é que a iniciativa tem muito mais a acrescentar do que a subtrair no atual panorama cultural, goste-se ou não do que é dito ou praticado lá dentro. Tirar as pessoas da inércia não é fácil, e o que a turma do <a href="http://www.producaocultural.org.br/slider/pablo-capile/">Capilé</a> tem conseguido convencer muita gente a <em>dar um F5</em> nos próprios conceitos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sarau do Leitura no Ônibus &#8211; Ao vivo do Quintal</title>
		<link>http://viraminas.org.br/culturaterra/2011/12/15/sarau-do-leitura-no-onibus-ao-vivo-do-quintal/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 21:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Morais</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está acontecendo o Sarau do Leitura no Ônibus no quintal da Viraminas. Acompanhe a transmissão ao vivo com a gente. Será um prazer tê-los conosco pela web.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está acontecendo o Sarau do Leitura no Ônibus no quintal da Viraminas. Acompanhe a transmissão ao vivo com a gente. Será um prazer tê-los conosco pela web.</p>
<p><object width="340" height="320" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="flashvars" value="username=paulomorais81" /><param name="src" value="http://twitcast.me/util/clientEmbed" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="340" height="320" type="application/x-shockwave-flash" src="http://twitcast.me/util/clientEmbed" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="username=paulomorais81" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Turismo em Cuba: roteiros, dicas e informações (1)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 21:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Morais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
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<p>À primeira vista, fazer turismo em Cuba pode parecer uma coisa de comunista ou de alternativos. Mas quem visitar o único país socialista das Américas pode mudar a visão americanizada e estigmatizada que se tem da ilha dos irmãos Fidel e Raul. A maior ilha do Caribe é, hoje, um lugar que mistura o moderno e o tradicional, que agrega simplicidade e elegância. A visita a Cuba não será propriamente uma experiência comunista, como vocês verão nos próximos posts.</p>
<p>Estive em Cuba por uma semana, em lua de mel. A viagem é rara entre brasileiros, o que foi muito fácil de perceber logo que pegamos a conexão Panamá &#8211; Havana: estávamos cercados de chilenos, uruguaios e, principalmente, argentinos, quase todos casais também celebrando as bodas. Optamos pelo pacote tradicional: três dias na capital Havana e quatro no balneário de Varadero. Com exceção da CVC, que é norte-americana, provavelmente qualquer agẽncia de turismo brasileira tem pacotes para Cuba.</p>
<p>Antes de falar sobre a viagem em si, vamos tratar um pouco da preparação. Com pelo menos um mês de antecedência, a melhor compra é o <a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135847/">guia visual da Publifolha</a>. Embora não seja lá tão barato (custa quase 100 reais), é muito completo e dedica várias páginas a cada bairro de Havana e às principais cidades do interior, além da história do País, dicas de hospedagem, alimentação, transporte e comportamento. Dependendo da livraria em que você comprá-lo, poderá vir de brinde um pequeno guia exclusivo de Havana, editado como brindes para assinantes da Folha. Não se dê o trabalho de lê-lo. Prefira usá-lo como peso de papel, calço de pé de mesa ou acendedor de fogão a lenha, pois é uma porcaria.</p>
<p>Outra dica que acho importante na preparação (serve para qualquer viagem) é adquirir um celular com Android e GPS integrado. Este tipo de aparelho já não é mais tão caro, com cerca de R$ 300 é possível adquirir um modelo básico da LG ou Samsung. Com um brinquedinho desses no bolso, você pode se deslocar para Havana tranquilamente usando o Google Maps. O aplicativo permite que você salve o mapa da cidade para uso offline. Assim, com o guia na mochila e o celular na mão, você identifica com imensa facilidade o local onde se encontra e a distância que está de cada uma das atrações, deslocando-se com facilidade pelas ruas, principalmente a pé.</p>
<p>A viagem a Cuba é feita por conexão com o Panamá, em voo da Copa. Até o Panamá, os companheiros de avião serão turistas com destino a Miami, Nova York, Cancún e outros lugares da América do Norte. Assim que entrar no voo para Havana, ninguém mais falará português. Provavelmente nenhum brasileiro terá dificuldade de se comunicar. Basta pedir a atendentes, mensageiros, comissários, taxistas, vendedores ou quem quer que seja que fale pausadamente. 80% do idioma será plenamente compreendido. Os outros 20% incompreensíveis são completamente desnecessários ou exatamente ao contrário: informações fundamentais como horários ou pontos de encontro. Por isso, é bom ficar ligado para não se perder nem perder dinheiro.</p>
<p>Por falar em dinheiro, uma recomendação é importante. Para trocar dinheiro em Cuba, prefira levar euros ao invés de dólar. É que a moeda americana tem uma sobretaxa de 10% nas casas de câmbio. Os guichês de troca de moeda ficam nos aeroportos ou no centro de Havana, em estabelecimentos oficiais conhecidos como Cadeca. Nos hoteis a troca também é fácil e garante comodidade, apesar de uma pequena taxa, de cerca de 1%. Pela facilidade, acredito que valha a pena. A moeda cubana é o peso, que tem dois tipos: o peso nacional, exclusivo dos cubanos residentes, e o conversível (CUC), usado pelos turistas. Numa conta rápida, superficial e sem levar em consideração flutuações diárias, é possível calcular 1 CUC por 2 reais.</p>
<p>Nossa chegada em Havana teve suas coincidências. Enquanto imaginávamos ouvir de cara uma legítima música caribenha, fomos pegos de surpresa com um <em>Chora, Me Liga</em> saído do toque de celular de um cubano que estava atrás de nós na fila de imigração e aprendeu a gostar de sertanejo universitário pelas novelas do Globo que passam por lá. Chegando no hotel, a tevê do lobby transmitia o amistoso Brasil e Egito, do futebol. E, quando a fome bateu, resolvemos experimentar a comida cubana, mas o restaurante que encontramos chamava-se <em>Sabor do Brasil</em>, servia churrasco e outras especialidades tupiniquins, e tinha uma bandeira do Coritiba hasteada ao lado da entrada da cozinha. O garçom nos informou que o antigo gerente do local era um brasileiro, por isso o nome e o cardápio eram tão familiares.</p>
<p>Havana tem muitas opções de hotéis. Alguns são 100% estatais, como o Capri, o Nacional e o Ambos Mundos. Em sua maioria, foram construídos por mafiosos italianos e norte-americanos antes da Revolução. Cuba, aliás, era um enorme antro de jogatina, drogas, lavagem de dinheiro e prostituição antes da tomada do poder pelo grupo de Fidel, o que não é de se duvidar dada a imponência dos prédios das décadas de 30, 40 e 50. Uma outra leva de hotéis foi erguida depois da crise dos anos 90, conhecida como <em>Período Especial</em>. Com a queda da União Soviética e a consequente perda de parceiros comerciais, o governo cubano adotou o turismo como fonte de renda e convidou redes de hotéis para se associar à administração estatal, numa relação de 51% para o Estado e 49% para os investidores. Grandes redes hoteleiras europeias toparam a empreitada e são sócios de Cuba com hotéis cinco estrelas para turistas e diplomatas.</p>
<p>A capital cubana é uma metrópole de pouco mais de 2 milhões de habitantes. O bairro histórico, tombado como patrimônio cultural da humanidade fica ao leste. As ruas estreitas e casas em estilo colonial, com sacadas voltadas para as ruas onde os moradores secam as roupas ao sol. É engraçado perceber que os cubanos não são retraídos como os brasileiros e deixam a porta e as janelas de casa abertas. Qualquer um pode tranquilamente bisbilhotar o comportamento dos moradores da rua. Várias construções não são bem conservadas, embora esteja em curso um grande esforço de restauração.</p>
<p>Algumas casas abrigam galerias de arte de pintores independentes, sobretudo na rua Empedrado, que liga o Museu da Revolução à Praça da Catedral. Ali você encontra obras abstratas e muito bonitas, pintadas em tela com tinta acrílica, que podem ser enroladas e trazidas na bagagem. Existem também algumas galerias de souvenirs, com quadros que retratam ambientes folclóricos e estereotipados de Havana: charutarias, bares, ruas de Havana antiga e dançarinas de salsa. Estes últimos não fazem meu estilo.</p>
<p>Caminhando pelo centro de Havana, você será abordado por diversos cubanos que te vão te oferecer charutos, rum ou passeios. O assédio é grande e constante. Muito provavelmente você será abordado por pessoas ou casais jovens, simpáticos e bons de prosa, que, ao descobrirem que você é brasileiro, dirão coisas superficiais sobre futebol ou novelas. Confesso que caímos na conversa de um casal desse naipe. Eles são o que se pode chamar de malandros, não são mal intencionados, mas querem te agradar o tempo todo para levar alguns dólares de propina.</p>
<p>O casal que nos &#8220;recepcionou&#8221; no primeiro dia em Havana nos abordou assim que descemos do ônibus Havana Tour, que circula pelos hotéis e pega os turistas para um passeio pela cidade ao custo de 5 CUCs. O tíquete do ônibus vale pelo dia inteiro, por quantas vezes o visitante quiser. Lázaro e Elza são moradores de Havana e nos abordaram freneticamente em frente ao Teatro Nacional, acabando por nos levar a um bar onde vendia-se um mojito muito gostoso, mas ao custo de 6 CUCs (provavelmente o mais caro da ilha). Ofereceram-nos charutos, primeiro por 80 e depois por 50 CUCs, mas recusamos (descobrimos depois que oferecer charuto a turistas é uma prática corriqueira de vários cubanos). Escreveram num guardanapo nomes de vários pontos turísticos e eventos da capital cubana.</p>
<p>Depois de um papo alegre e divertido e vendo que não conseguiriam nos vender nada, começaram com o drama sobre o embargo, a dificuldade de se viver com tíquetes de alimentação, etc. Para nos liberarmos e poder curtir a cidade mais à vontade, deixamos alguns CUCs e a partir dali combinamos que seríamos alemães que não falam uma palavra de espanhol, evitando assim o assédio dos demais vendedores de charutos ambulantes.</p>
<p>O passeio em Havana antiga revela boas surpresas em museus, casarões históricos e igrejas, mas dos quais irei dizer no post da semana que vem. Acompanhem.</p>
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		<title>O AMOR &#8211; KALIL GIBRAN</title>
		<link>http://viraminas.org.br/verdadesabsolutas/2011/12/06/o-amor-kalil-gibran/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 23:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandoaraujomg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes que venha os meus, segue um belíssimo texto de Kalil Gibran. Se emocione. Quando o amor o chamar Se guie Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados E quando ele vos envolver com suas asas Cedei-lhe Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos E quando ele vos falar Acreditai nele Embora a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes que venha os meus, segue um belíssimo texto de Kalil Gibran.</p>
<p>Se emocione.</p>
<table width="90%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="justify">Quando o amor o chamar<br />
Se guie<br />
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados<br />
E quando ele vos envolver com suas asas<br />
Cedei-lhe<br />
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos<br />
E quando ele vos falar<br />
Acreditai nele<br />
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim<br />
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica<br />
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento<br />
Trabalha para vossa poda<br />
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol<br />
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra<br />
Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração<br />
Ele vos debulha para expor a vossa nudez<br />
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas<br />
Ele vos mói até extrema brancura<br />
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis<br />
Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino<br />
Todas essas coisas o amor operará em vos para que conheçais os segredos de vossos corações<br />
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete divino<br />
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor<br />
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor<br />
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os vossos risos<br />
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas<br />
O amor nada dá, se não de si próprio<br />
E nada recebe, se não de si próprio<br />
O amor não possui nem se deixa possuir<br />
Pois o amor basta-se a si mesmo<br />
Quando um de vós ama, que não diga &#8216;Deus está no meu coração&#8217;<br />
Mas que diga antes &#8216;Eu estou no coração de Deus&#8217;<br />
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso<br />
O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude<br />
Se contudo amardes e precisardes ter desejos<br />
Sejam estes os vossos desejos<br />
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite<br />
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada<br />
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor<br />
E de sangrardes de boa vontade e com alegria<br />
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor<br />
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor<br />
De voltardes pra casa à noite com gratidão<br />
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado<br />
E nos lábios uma canção de bem-aventurança</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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